COLUNAS E DORES IRRADIADAS

Origem das dores de coluna

Entenda as dores irradiadas

Posições viciosas x dor

Tratamento Mckenzie

ARTROSE DAS ARTICULAÇÕES

O tratamento Mckenzie para:

Artrose dos joelhos e quadris

Artrose da coluna

LESÕES MUSCULARES E TENDINOSES
O tratamento Mckenzie para:

Cotovelo de tenista ou   epicondilite lateral

Tendinite / ruptura tendão Aquiles

Síndrome do impacto do ombro

Tendinite patelar

Distensão da virilha

LESÕES ARTICULARES MAIS COMUNS

Desarranjos articulares

Joelhos

Ombros

Cotovelos

Quadris

ATM – Articulação temporo-mandibular

Dor anterior do joelho
REPORTAGENS SOBRE DORES DE COLUNA E IRRADIADAS ( LER )
 

 

ARTROSE DAS ARTICULAÇÕES DOS MEMBROS

 

A artrose, também denominada osteoartrite ou osteoartrose, é a fonte mais comum de dor em todo o mundo. 

A artrose das articulações é o processo de desgaste ou de degeneração que atinge as articulações do nosso corpo. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite ou espondiloartrose; a artrose atinge principalmente as mulheres na idade adulta, entre os 40 e 50 anos e no período da menopausa. * Na artrose, a cartilagem perde sua consistência natural tornando-se “amolecida” em alguns pontos de sua superfície.  Nas áreas “amolecidas” da cartilagem,  ocorre um desgaste  do osso que se localiza abaixo dela. 

* Na artrose, a cartilagem perde sua consistência viscoelástica natural tornando-se “amolecida” em alguns pontos de sua superfície ( focos de amolecimento). Nos focos de amolecimento, a cartilagem se torna descontínua provocando a esclerose do osso que se localiza abaixo dessa região (osso subcondral). Nas bordas da articulação, a degeneração óssea se manifesta através da proliferação de um tecido ósseo denominado osteófitos.   

A artrose pode acometer qualquer articulação do corpo, sendo mais comum nas articulações   das mãos e nas articulações  que suportam carga como  joelhos e quadris.  

Apesar da alteração degenerativa que acomete a  cartilagem e o osso da articulação com artrose, muitos indivíduos não apresentam dor e não necessitam de tratamento. A artrose sem sintoma é conhecida como artrose muda. Na artrose muda, o indivíduo não se queixa de dor, mas, pode relatar uma eventual creptação e/ou uma ligeira limitação da articulação para alguns movimentos.  

Na artrose sintomática (artrose ativa) os sintomas frequentemente estabilizam ou melhoram e não há necessariamente uma progressão inevitável da incapacidade do paciente. Outro mito da artrose, de  que a cartilagem não pode reparar-se , é refutado pelas evidências científicas contemporâneas (Bland 1993, McCarthy 1994). 

O estudo do envelhecimento das articulações  vem demonstrando que a artrose por si só não justificaria todos os sintomas dos pacientes, visto que inúmeros pacientes portadores de artrose não tem dor ou quaisquer outros sintomas. Isto nos faz supor a existência de outros fatores como causadores da dor nesses pacientes. Porque um paciente com artrose muda (sem dor) passa a sentir dor (artrose ativa)? 

Inúmeros fatores podem fazer um paciente com artrose muda passar a sentir dor. Uma sobrecarga articular pode ser a causa dessa transição. O aumento do peso corporal, os defeitos posturais, a prática inadequada de certos esportes e as lesões traumáticas  podem iniciar o quadro de dor em um paciente com artrose. Aqui podemos incluir também fatores irritativos como infecções articulares, alterações hormonais e/ou vasculares, stress,etc. 

Nos estágios avançados da artrose ou osteoartrose (AO), a cartilagem da superfície articular desaparece quase que completamente, fazendo com que o osso permaneça em contato direto com o osso adjacente. Entretanto, o mecanismo exato como essa extensa degeneração ocorre não é ainda bem conhecida. 

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA ARTROSE OU OSTEOARTROSE.

Na artrose ativa ou sintomática, os  sintomas  vão se desenvolvendo gradualmente, sendo eles:

    

·      Dor articular;

·      Rigidez;

·       Limitação ou restrição de movimento;

·       Alterações da sensibilidade ( sensações parestésicas );

·      Deformidade. 

AS PROVÁVEIS CAUSAS DA DOR NA ARTROSE. 

Com vimos anteriormente, na artrose das articulações da  coluna e  dos membros nem sempre o desgaste articular  é o  causador direto da dor.

Quais seriam, então, os prováveis fatores causais das dores dos pacientes com artrose?

Estudos científicos e   nossa vivência clínica têm apontado os principais fatores  da morbidade e incapacidade desses pacientes:

 

·        A limitação e a restrição do movimento articular, causada pelo espessamento e contratura da  cápsula articular (McCarthy 1994). Essas mudanças parecem ocorrer à medida que a patologia avança ( Cameron 1975).

·        O deslocamento de estruturas localizadas dentro da articulação denominados ”preenchedores articulares”. Estas estruturas, ao se deslocarem ou se soltarem dentro da articulação provocam bloqueio, irritação e dor.

·           O descondicionamento articular geral causado pelo  medo/ evitação dos movimentos. A cartilagem precisa de pressão para se manter sadia e não de suspensão/evitação de seus movimentos.

·         Atitude de superproteção articular. 

Fatores diretamente ou indiretamente relacionados à artrose podem interferir e provocar    aparecimento da dor nesses pacientes. Estes fatores podem ser tratados e amenizados através da aplicação de exercícios e orientação adequada.  

Temos observado um número significativo de pacientes portadores de artrose sintomática relatar uma melhora significativa da dor, ou mesmo a abolição da mesma, em poucas sessões, com o tratamento Mckenzie.  Não que a artrose tenha sido curada, mas porque o tratamento influenciou em outros aspectos da articulação.  Isto tem sido constatado tanto em pacientes com artrose das articulações da  coluna como em pacientes com artrose das articulações dos membros, como joelhos e quadris. 

Isto significa que se restaurarmos a  amplitude do movimento da articulação,   se reduzirmos qualquer provável deslocamento de estruturas intraarticulares, se recondicionarmos a articulação para que ela seja capaz de voltar a suportar a carga do corpo; poderemos reabilitar essa articulação e, em muitos casos,  obteremos a abolição total  da dor. Reabilitar uma articulação significa capacitá-la para executar suas funções nas atividades da vida diária, tornando-a  capaz de suportar o peso do corpo  e de  executar os movimentos ( andar, agachar, subir e descer rampas ou escadas,etc). 

 O  TRATAMENTO DA ARTROSE DOS MEMBROS. 

È importante, que o paciente compreenda o seu problema, saiba do seu prognóstico e seja capacitado a se cuidar e a se autotratar. Como em toda doença crônica o paciente deve ser orientado e treinado para o seu autotratamento. 

Ação dos antiflamatórios e analgésicos na artrose. 

Como a maioria das artroses têm apenas  um pequeno componente inflamatório, estes medicamentos têm sido pouco eficazes no alívio da dor.  Parece que os analgésicos simples produzem um efeito similar (Towheed1999, Dieppe 1993ª McCarthy 1994).

É bom lembrar que os antinflamatórios podem causar lesões gastrointestinais. Um estudo de meta-análise concluiu que os  usuários de antinflamatórios têm 3 vezes mais chances de desenvolver problemas gastrointestinais graves e adversos do que aqueles que não os usam (Gabriel 1991). 

Tem sido sugerido que os medicamentos estão sendo usados em excesso e de maneira inadequada,  enquanto a aplicação de exercícios e a reeducação do paciente são pouco usados. (Dieppe 1993ª). 

È importante tentar “desmedicalizar” essa patologia e focar o tratamento em terapias  como exercícios e reeducação do paciente. 

A ação dos exercícios na artrose.

O exercício é a única modalidade física de tratamento que consistentemente tem mostrado ser eficaz nestes pacientes. (Clarke 1999.

 

As diretrizes de tratamento da artrose ou osteoartrose enfatizam o valor do exercício e da reeducação do paciente. (McCarthy 1994, Dieppe 1993ª e outros ). 

 

É comum o paciente com diagnóstico de artrose ou osteoartrose ser orientado a evitar uma série de atividades e movimentos para não piorar o seu problema. O paciente torna-se cada dia mais limitado e geralmente abandona as atividades físicas. O paciente tem medo de piorar.  

Um bom exemplo, são as   “ORIENTAÇÕES DE “EVITAÇÃO” prescritas aos pacientes com artrose de joelho. Não agachar, evitar escadas e rampas, evitar estressar a articulação, etc. Sabe-se hoje em dia que para se manter uma cartilagem saudável é necessário que ela exerça todas as suas funções. A cartilagem necessita de pressão para se manter sadia. Se o paciente não consegue descer escada ou agachar, devemos recuperar a articulação para restituir-lhe esta função e não proibi-la  de agachar.

 

Tanto os estudos científicos quanto a nossa experiência clínica têm demonstrado que o exercício adequado reduz a dor e melhora a capacidade do paciente de executar suas atividades diárias. As terapias passivas como o gelo e o calor foram ineficazes.

 

A avaliação Mckenzie é capaz de detectar que fatores estão incapacitando a articulação e que exercícios deverão ser prescritos. Temos que tratar a articulação e  restituir sua função normal;  e não colocá-la em repouso e limitá-la e impedí-la de se movimentar.    

 

“QUER DEGENERAR UMA ARTICULAÇÃO?  LIMITE SEUS MOVIMENTOS”.  

 

Objetivos do tratamento Mckenzie na osteoartrose. 

                       

·         Diminuição ou abolição da dor.

·         Restabelecer a amplitude dos movimentos articulares.

·         Reduzir qualquer bloqueio intrarticular ( desarranjo articular).

·         Recondicionar a articulação para os movimentos da vida diária.

·         Reeducação e capacitação do paciente para se autotratar.  

 

O tratamento McKenzie para a artrose consiste em: 

 

· Exercícios redutores caso haja bloqueio ou limitação articular causada por corpos livres intra-articulares  ou pelos  “preenchedores articulares”.
· Exercícios restabelecer a amplitude articular.
· Diminuição ou abolição da dor.
· Prescrição de exercícios para restabelecer o condicionamento e a função da articulação.
· Capacitação e educação do paciente para se autotratar.

 

Os exercícios devem ser feitos diariamente para manter a melhora alcançada. Uma grande vantagem do Método Mckenzie é tornar o paciente auto suficiente – autotratamento. Não há necessidade do paciente ir diariamente ao setor de fisioterapia,  pois os exercícios prescritos podem ser feitos em sua própria casa ou no trabalho. São exercícios de fácil execução e de curta duração. 

 

Prognóstico. 

 

Na nossa experiência,  a maioria dos pacientes observam melhoras significativas em poucas sessões.

 

Cirurgia

 

Poucos pacientes vão precisar de cirurgia. (Dieppe 1995).

 

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