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Tendinite / Lesões do Tendão de Aquiles

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O tendão de Aquiles conecta o músculo da panturrilha com o osso calcâneo (calcanhar).

FIG I – MÚSCULOS DA PANTURRILHA.

O tendão de Aquiles pode sofrer  lesões como  tendinites, tendinoses  distensões e rupturas. Na terminologia Mckenzie,  estas lesões são classificadas como disfunções contrácteis.  VIDE TENDINITES, TENDINOSES E DISTENSÕES MUSCULARES, NESTE SITE.

FIG II – MÚSCULOS DA PANTURRILHA. 

I – TENDINITE DO TENDÃO DE AQUILES. 

A Tendinite  calcâneo é a inflamação  do tendão de Aquiles ou , mais comumente, do seu paratendão. Pode acontecer a qualquer pessoa, sendo mais comum em atletas de fim de semana de meia idade. Entre atletas profissionais, a maioria dos casos  parece ocorrer em esportes  como corrida de longa distância,  futebol, tênis, basquete e ciclismo.  

Sintomas.

O indivíduo geralmente se queixa de uma dor na região posterior do tornozelo, que piora com o início da atividade, melhora com o decorrer da mesma, e piora após a parada do exercício. Com a evolução, a dor se torna constante e permanece mesmo em repouso.

FIG III – ZONAS DOLOROSAS DO TENDÃO DE AQUILES. 


Alguns pacientes se queixam de dor pela manhã, ao levantar. Normalmente não existe relato de trauma sendo o seu inicio de aparecimento espontâneo. Ao exame, a dor se localiza  na região do Tendão de Aquiles, que muitas vezes se apresenta inchado. A dor geralmente se manifesta a cerca de 5 cm do calcanhar. A flexão dorsal do pé pode estar limitada e a flexão plantar, contra a resistência, aumenta a dor.

Ao exame, encontra-se dor à palpação sobre a inserção  do tendão ou cerca de 4 cm acima, freqüentemente associado com edema. O paciente se queixa de dor na deambulação e piora quando fica muito tempo em pé.

Causas.

 As causas mais comuns da tendinite aquileana nos atletas são:

  • aumento abrupto da quilometragem ou velocidade dos treinos;
  • pular muito alto;
  • quantidade excessiva de subidas no treino;
  • retorno mais rápido aos treinos após um período de repouso;
  • trauma, secundário a contração vigorosa da musculatura da panturrilha;
  • over training;
  • alterações anatômicas do pé.

Tratamento McKenzie.

O tratamento depende da fase da tendinite. Todo processo inflamatório passa por três fases durante a sua recuperação. VIDE: TENDINITES, TENDINOSES E DISTENSÕES, NESTE SITE.

·    Fase inflamatória – Do 1º ao 5º dia.

·    Fase de reparo dos tecidos –   De 3 a 4 semanas após a lesão.

·    Fase de remodelação dos tecidos – Após 4 semanas da lesão.  

Cabe ao fisioterapeuta avaliar em qual  fase se encontra a lesão e , só então,  aplicar o tratamento adequado. Se houver  falha em qualquer uma das três etapas da recuperação, o tendão não se recupera totalmente “reparo imperfeito” e poderá sofrer nova lesão assim que o indivíduo retoma suas atividades físicas usuais.

È importante termos bem definidos:

·    O tempo de repouso.

·    Quando começar o fortalecimento do tendão e qual a progressão de carga a ser aplicada.

·    Como recondicionar e reabilitar o tendão.

·    Quando liberar o tendão para a atividade física ou retorno ao esporte. 

II – TENDINOSE DO TENDÃO DE AQUILES.

O sufixo ose significa degeneração. Tendinose é, portanto, o processo de degeneração do tendão. A avaliação histológica ( do tecido celular do tendão )  revela  hipercelularidade, proliferação vascular e uma estrutura de fibras anormal, diferente de um processo inflamatório. Por se tratar de um processo crônico, na tendinose não há inflamação como na tendinite. 

Fatores que predispõem a esta lesão:

·    O avanço da idade do indivíduo.A partir dos 30 anos ocorre uma degeneração natural do tendão.

·    História de um ou mais epsódios de tendinites que não foram recuperadas totalmente.

Tratamento McKenzie.

O tratamento da tendinose segue a diretriz do tratamento das tendinoses de uma maneira geral. O tendão já passou pelas 3 fases de recuperação, porém a recuperação foi incompleta. O protocolo de recuperação deve se adequar a cada indivíduo. O programa é feito pelo próprio paciente,  em sua casa ou trabalho. Os exercícios deverão ser feitos 2 x ao dia. As visitas ao fisioterapeuta são esporádicas e têm como objetivo a evolução e progressão dos exercícios.

Tempo de tratamento.

A recuperação completa do tendão pode durar de 2 a 6 meses, sendo que o paciente já observa melhora desde o início do protocolo de exercícios.

RUPTURA DO TENDÃO DE AQUILES.

O tendão de Aquiles é o mais potente tendão do nosso corpo e raramente se rompe em condições normais.  Sua ruptura pode ser causada pela degeneração do tendão (tendinose ) ou por um trauma muito forte sobre o tendão sadio ( mais raro ).

A ruptura se dá quando o tendão se encontra em sob forte contração ( tensão). A ruptura pode se dar no local onde o tendão se insere no osso calcâneo  ou no corpo do tendão.O tratamento da ruptura total do tendão é cirúrgico.

Tratamento Mckenzie.

Segue a diretriz geral do tratamento das tendinoses. Durante a fase de imobilização com gesso ( pós cirurgia)  são orientados exercícios gerais para os membros inferiores e pequenas contrações isométricas dos músculos do pé dentro do gesso.

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